segunda-feira, 19 de novembro de 2012



Reflexões
Mais um curso se encerra...e o sentimento é de dever cumprido!
O desafio como sempre não é fácil, principalmente por ser um curso em EAD (ensino à distância), pois ao contrário do que muitos pensam, esse tipo de curso exige muita disciplina, organização e autonomia para saber administrar seu tempo  para que todas tarefas sejam cumpridas no prazo.
 A experiência, em especial desse curso, foi unirmos professores de áreas tão diferentes com um mesmo objetivo: propiciar aos nossos alunos a melhor formação possível. Chegamos à conclusão, que temos que desenvolver, independente da disciplina, as capacidades leitoras e escritoras em nossos alunos, pois através delas é  que eles serão capazes de fazer a diferença em suas próprias vidas e na sociedade.
Esse blog foi construído para mostrarmos nossas experiências e produções ao longo do curso, espero que tenham gostado e aproveitado de alguma forma nossas publicações.
Abraços a todos!

Relatos Reflexivos sobre o término do curso:

Como é bom estudar! Essa é a conclusão que chego sempre que faço algum curso. Ler novos textos, ouvir as experiências dos colegas, refletir e reavaliar nossas atitudes, isso tudo é muito importante para o nosso crescimento profissional, seja lá quanto tempo estamos nessa profissão.
 Estudar nesse ambiente virtual é outro ponto bem interessante, nos dá autonomia na aprendizagem, pois exige da gente muito mais disciplina, gerenciamento de nosso tempo para cumprir as atividades propostas, sem contar que depende de nós irmos buscar informações que não conhecemos e resolvermos nossas dúvidas, já que o tutor tem uma postura de orientador, e não apenas um mero transmissor de conhecimentos.
 A construção do blog foi para mim um desafio bem interessante. Nada eu conhecia sobre essa ferramenta, e como era uma atividade para nota, busquei informações para construí-lo em todos os lugares possíveis. Essa busca pelo novo, onde sempre aprendemos alguma coisa é que nos faz crescer! E nós, como professores, temos a obrigação de estarmos atualizados para acompanharmos o avanço tecnológico, nos aproximarmos de nossos alunos e tornarmos nossas aulas mais interessantes.
 Sinto que quando ficamos apenas em sala de aula, sem estudarmos, vamos aos poucos “emburrecendo”, e isso não podemos aceitar, Nossa, nem me lembro há quanto tempo não escrevia uma crônica, como foi exigido ao nosso grupo. Não foi nada fácil...mas acabou saindo.
 Enfim, adoro estudar, aprendi coisas novas nesse curso, conheci relatos bem interessantes de meus colegas. Sinto que cresci mais um pouquinho!
(Rozana Rodrigues Martins)


Participar do Curso Leitura e Escrita em Contexto Digital, foi muito gratificante e enriquecedora, pois pude aprimorar meus conhecimentos, compartilhar experiências e sem dúvida aprender muito!

A cada módulo vivenciado, novos saberes incorporados  com textos e fóruns de discussões que foram de grande valia. Cada integrante do curso interagindo, colocando o seu ponto de vista, colocando seus conhecimentos em prática, havendo uma grande interação.

As estratégias de aprendizagem do curso, foram muito eficazes: fóruns, café, blog, atividades objetivas e discursivas.
Quanto ao critério de avaliação, foram colocadas de forma clara, objetiva e qualitativamente de acordo com a realização das atividades propostas.

Gostaria de agradecer à todos os participantes do Grupo 5, em especial a Rozana, pela paciência, dedicação para a construção do blog, para as postagens dos textos e também aos demais participantes.
E a Tutora Andrea Belli, pela compreensão que teve conosco, pela demora nas participações, devido as inúmeras atividades que possuímos em nosso dia-a-dia. E que as atividades desenvolvidas foram propostas de maneira, dinâmica e instigante, principalmente para a produção da Crônica que foi para o meu grupo, tendo um roteiro pré-estabelecido para seguir que também seria utilizado para os demais grupos para os diferentes gênero de texto como: Conversa telefônica,  Um interrogatório, Uma notícia,  para um jornal, entre outros. Foi um grande desafio!

Enfim, todos os textos lidos e produzidos, serviram de base, para refletir, repensar e avaliar, a escola e a educação básica são lugares socais de ensino-aprendizagem de conhecimento acumulado pela humanidade, e para a formação de um leitor cidadão é permitir aos nossos alunos a confiança na possibilidade e as capacidades necessárias ao exercício pleno da compreensão, que envolve conhecimento de mundo, conhecimento de práticas sociais e conhecimentos linguísticos muito além dos fonemas. Portanto, o leitor cidadão de maneira internamente persuasiva , poderá interagir  com autor, fazendo suas palavras nossas palavras, para adotá-las, contrariá-las, criticá-las, em permanente revisão e réplica. Diante disso, como professora de matemática, assim como as outras áreas é inquestionável que a falta da leitura, é um dos fatores que pesa na aprendizagem efetiva de nossos discentes. Continuarei incentivando e possibilitando aos discentes momentos de leitura em minhas aulas!!!

O curso foi muito proveitoso e desafiador, é o que nos faz crescer e buscar sempre inovações. Pois o mundo está em constante evolução e temos que estar atentos e acompanhar...

(Flora Katsue Sakata Uyema)





Quando faço um curso como este, acredito que irá me ajudar muito nas minhas aulas. E é o que está acontecendo com esse. Estou tendo mais facilidade em usar um ambiente virtual com mais segurança. Já havia feito outros cursos assim, mas nenhum é igual ao outro, e isso é muito interessante, pois  só aumenta as nossas experiências.
Outra coisa muito importante é conhecer novos colegas de profissão, isso è muito bom, pois podemos trocar ideias, saber como vocês se sentem em relação aos desafios que nos deparamos no nosso dia a dia. Estamos matando um leão por dia, mesmo gostando do que faço, percebo que está muito complicado. não temos o apoio necessário para continuar o nosso trabalho, mas não vou desistir nunca.
Acredito que na vida temos que ter esses desafios, é isso que nos dá forças para continuar lutando. Enfim, voltando ao curso, deveria ter mais incentivos como esse, pois, a forma como é conduzido o curso nos faz aprender e termos outra postura em sala de aula.
Cada atividade realizada foi de grande aprendizado, mas a que mais me chamou a atenção foi a criação do blog. Nunca havia tido uma experiência como essa, ainda estou aprendendo, mas gostei muito.
 O curso nem acabou, mas já estou sentindo saudades de todos vocês. Espero encontrá-los em outros cursos virtuais. Se depender de mim, vou continuar fazendo outros.

(Maria de Lurdes Vieira Alves)



Sempre gostei de me atualizar, de rever meus conceitos e estar em troca de informações com colegas de profissão. Decidi realizar esse curso para poder compreender melhor conceitos que outrora me pareciam tão distantes. Aqui pude aprender o que é interação em um curso totalmente a distância, que na verdade nem parece distante porque nos faz conhecer, ainda que virtualmente, novos amigos de profissão.
O curso de Leitura na Atualidade me deu base para que ao entrar em uma sala de aula consiga entender meu aluno de maneira diferenciada. aprendi a valorizar ainda mais as culturas que se mesclam dentro da escola e juntas formam os saberes sociais.
Os colegas me amimaram quando estava prestes a desistir de concluir cada módulo, e justamente o senso de grupo que me renovou e me fez ir além do que eu mesmo poderia imaginar que teria forças para alcançar.
Leitura é algo que atrai, com ela viajo e faço minha descobertas ao alcançar o que humanamente não é possível. Ler transformou a minha realidade, pois venho de uma família semi-alfabetizada, e hoje sou eu que impulsiono aos outros a estudarem.
A construção do Blog foi algo marcante, porque não imaginava que os resultados seriam os que foram. No final tive imenso prazer de ler as produções de meus colegas de curso e até contribuir com alguns na melhoria do que foi postado.
Realmente participar dessa edição do curso foi e é muito gratificante.

(Alex Sandro Duarte Rocha)





segunda-feira, 5 de novembro de 2012


O Gênero Crônica

O estudo dos gêneros textuais é fundamental para desenvolvermos a capacidade leitora e escritora. Seja lá qual for o gênero estudado, o ideal é que a análise passe primeiramente pelo contexto histórico de produção desse texto, atentando para quando e quem o produziu e com qual objetivo, que tipo de leitor quer atingir, observando as diferentes dimensões de sua produção em relação a seu conteúdo temático, forma composicional e estilo para então entender seu funcionamento e função social. Todos esses elementos de produção têm profunda ligação com as esferas das práticas sociais que o autor quer se aproximar, variando conforme suas intenções e momentos, portanto, é preciso perceber essa instabilidade nas formas que compõem um gênero, necessária para se adaptar a cada época e situação.
Abaixo estão algumas produções de texto do gênero crônica, onde seguimos uma mesma sequência de fatos, resultando em textos completamente diferentes. Esse gênero tem como característica a subjetividade, podendo ser escrito em 1ª ou 3ª pessoa, a linguagem é coloquial e literária e apresenta palavras que denotam emoções e sentimentos



Rotina

Quantas vezes ouvi as pessoas reclamando da esmagadora rotina de suas vidas, bem diferente de mim, que a adoro. Como é bom acordar todos os dias com os mesmos acontecimentos, levantar cedinho com o barulho do despertador, mesmo que ele seja irritante; fazer minha higiene pessoal às pressas, já que estou sempre atrasado para o trabalho; tomar meu delicioso café da manhã, tudo bem que é com pão amanhecido, pois nunca consigo acordar mais cedo para pegar um pão quentinho na padaria, mas não me incomodo, tampouco reclamo. Já me acostumei com tudo exatamente assim.
Infelizmente, nem sempre as coisas acontecem como estamos acostumados. Numa manhã, quando o estridente som do despertador soou, abri meus olhos, certo que mais um dia começaria como o de sempre. Mas não, para atrapalhar minha rotina diária, alguém toca a campainha. Quem tocaria uma campainha às seis horas da manhã em plena segunda-feira? Corro para lavar o rosto e dar uma ajeitada nos cabelos, pois ninguém merece me ver com aquela cara de travesseiro amassado. Ao abrir a porta, meu Deus! Um homem caído na soleira da entrada do meu apartamento. Não, engano meu, era muito pior, era um cadáver! Não é possível que aquilo estivesse acontecendo comigo, tudo que queria era minha deliciosa rotina diária, igualzinha a de todos os dias. Olhei rapidamente pelo corredor para verificar se alguém estava por ali, mas nada, não havia ninguém. Encosto as pontas de meus dedos em seu corpo, que sensação horrível, ele está gelado e rígido. Nossa! Isso significa que aquele homem foi deixado ali pelo seu assassino? E agora, o que fazer? Como explicar aquilo para polícia? Será que acreditaria em mim? Ao mesmo tempo em que muitas perguntas vão surgindo em minha mente, egoistamente, vem a preocupação com todas as coisas que estavam programadas para acontecer naquele dia e, provavelmente, não iriam acontecer.
Para falar a verdade, minha vontade era fazer de conta que nada daquilo estava era real, mas minha consciência fez com que eu pegasse o telefone e discasse para polícia. Antes mesmo do primeiro toque, desligo o telefone. Dirijo-me até aquele homem caído e já morto e chego à conclusão que mais nada poderia fazer para ajudá-lo. Com um gesto rápido e, para muitos até desumano, empurro aquele corpo para a porta do apartamento vizinho, fecho a minha porta e volto a cumprir toda programação do meu dia. Ah, adoro rotina!

Rozana Rodrigues Martins



Uma morte misteriosa

 A nossa vida realmente é um mistério. Eu estava andando na rua, distraída, quando de repente, tropecei em alguma coisa. Me abaixei e peguei um embrulho, e vi que era um diário, que alguém perdera. Abri  a primeira página, para ver se tinha nome, endereço, ou qualquer coisa que identificasse de quem era, mas não havia nada. Comecei a folhar as páginas, e estava escrito o seguinte: "Meu nome é Paulo, tenho trinta e dois anos, e escrevo para desabafar sobre um assunto que aconteceu comigo no dia 25 de dezembro de 2010. Eu estava sozinho em minha casa, muito triste, pois não havia ninguém para comemorar o Natal. Tomei uma taça de champanhe, e fui dormir. De repente, ouvi um barulho, abri os olhos assustado, olhei no relógio, e vi que era três horas da manhã. Perdi o sono, e decidi sair do meu apartamento, pois ainda havia muitas pessoas acordadas.
      Fui até a porta, quando abri-a encontrei uma pessoa caída no corredor. Fiquei apavorado com a cena que vi, pois aquele homem era meu irmão Alfredo. Não sei como aconteceu aquilo com ele. Retornei ao apartamento, e liguei para a minha família, para avisar o que tinha acontecido. Não demorou muito e todos chegaram até o local.
       Quando estávamos todos reunidos, alguém chegou com a polícia, e veio na minha direção, dizendo:
      - Esse é o assassino.
      Fiquei sem saber o que estava acontecendo. Toda minha família sabia que eu não combinava muito com meu irmão, brigávamos muito, até que eu disse que um dia iria matá-lo. Todos acreditaram na fala daquela pessoa. Tratei de fugir dali o quanto antes. Hoje, sou um foragido da polícia, acusado de matar o meu próprio irmão, mas não matei-o, só que não tenho como provar a minha inocência.
      Para a minha família, eu sou culpado dessa tragédia. Vivo fugindo, e agora sou uma pessoa solitária, sem ter com quem me desabafar, por isso, escrevo nesse diário para contar a minha história.
      Fiquei totalmente chocada com aquilo que acabara de ler. Fico imaginando, como deve estar a cabeça dessa pessoa. Sua vida está totalmente destruída. Depois disso, acredito que os meus problemas não são tão importantes, dá para contorná-los. Não sabemos o que a vida nos reserva, é por isso que digo, há muitos mistérios entre o céu e a terra.

Maria de Lurdes Vieira Alves




Otimismo


Procuro sempre passar aos meus filhos a olhar o mundo com otimismo, por pior que seja a situação. Não precisa ir muito longe...basta olhar à sua volta, você verá que há muitas pessoas em piores situações que a sua.

 Ao acordar, abra os olhos, e mesmo consultando o relógio de cabeceira e perceber que perdeu a hora de despertar, levante-se feliz, pois há tantos cegos e doentes que gostaria de estar em seu lugar. Vá ao banheiro, escove os dentes e lave o rosto, agradecendo à Deus por mais um maravilhoso dia! 

Um dia durante o banho, ouvi a campainha da porta e enxuguei-me às pressas, saí do banheiro correndo. Ao caminhar até a porta, destranquei a fechadura e abri a porta, sabe o que encontrei? Vi um homem caído na soleira, corri o olhar em torno e constatei que não há mais ninguém no corredor. 


Abaixei-me e toquei o homem com os dedos e senti que o corpo está frio e rígido. Percebi que é um cadáver. Corri para o telefone e disquei o número da central da polícia. E se fosse alguém da família?


Já pensou que maneira de começar o dia?


Por isso, por mais que você acha que sua situação não está legal, coloque-se na posição do outro e não se esqueça de agradecer ao Senhor!


Flora Katsue Sakata Uyema




     Vejam só o tempo 

Não é difícil nos depararmos com diversas situações nessa vida. Vida nossa que se passa como um relógio que possui seu trajeto pré-definido e cheio de emoções. Algumas de nossas ações já são costumeira como abrir os olhos e consultar o relógio de cabeceira, ou de pulso, ou na parede, ou no criado mudo, ou em nosso bibelô de bolso e inseparável até no sono, o telefone celular.

Como é bom nos levantarmos e irmos ao banheiro realizar a nossa primazia, escovar os dentes e lavar o rosto em um ato melancólico de ter que sair para resolver questões que nos perseguem e deturpam nosso dia, ou que nos dão prazer e satisfação. Pois, quão decepcionante é ouvir a campainha de nossa porta ou casa quando ainda estamos extasiados ao acordarmos. O que primeiro pensamos, melhor deixar pra lá. O que fazemos é enxugar o rosto as pressas, engolir o restante do creme dental e sair do banheiro rumo ao desconhecido. Caminhamos até a porta na orquestral sinfonia do tentar melhorar a nossa aparência, destrancamos a fechadura e abrimos a porta.

Nem sempre o que nos aguarda será agradável, mas pode ser surpreendente. Imagina só abria a porta e se deparar com um ser largado na soleira, um homem caído mórbido e sofrido, porém bem vestido. O que muitos fazem em uma situação como essa é correr os olhos pra avistar mais alguém, enquanto um turbilhão de pensamentos transcorre e fervilha seus pensamentos. Fechar ou não fechar a porta? Eis a primeira questão, fazer de conta que nada vemos. Mas o bicho curioso é o ser humano que adora saber o houve com a vida alheia, não é fofoca apenas comentário. Então segue seu instinto comunicador....

Quando se percebe que não há mais ninguém no corredor, em um ato insano o se humano abaixa-se e toca o outro ser querendo ajudar, mas na verdade quer saber o que aconteceu e logo pensa na carteira e o que pode estar dentro dela. Ao sentir um gelo com as pontas dos dedos se decepciona, e assustasse com o cadáver a sua porta. Um verdadeiro e intrigante presente do destino. Algo impensável para uma manhã. Mas uma coisa é certa, o que qualquer um de nós faríamos, deixar o defunto lá correr para o telefone discar para delegacia de polícia, com nome falso claro, porque assim não nos comprometemos mais do que o necessário. Afinal de contas nem conhecemos o morto, e o tempo não nos permite dar maiores explicações se não nos atrasamos para os afazeres de nossas vidas.

ALEX SANDRO DUARTE ROCHA